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Em BABEL, um incidente trágico envolvendo um casal americano em Marrocos gera uma cadeia de acontecimentos em quatro famílias, em quatro continentes diferentes. Ligados por circunstâncias mas separados por continentes, culturas e línguas, cada personagem descobre que é a família que, em ultima análise, providencia consolo. Nas areias longínquas do deserto Marroquino, ouve-se um tiro de espingarda – detonando uma série de acontecimentos que ligam um casal de turistas americano, numa luta frenética para sobreviver, dois rapazes marroquinos envolvidos num crime acidental, uma ama atravessando ilegalmente a fronteira para o México com duas crianças americanas e um pai de uma adolescente japonesa procurado pela policia em Tóquio. Separados por choques culturais e distâncias desiguais, cada um destes quatro grupos distintos, mesmo assim, avança tumultuosamente para um destino compartilhado de isolamento e de dor. Em apenas poucos dias, cada um enfrentará a sensação vertiginosa de estar verdadeiramente perdido – perdido no deserto, perdido no mundo, perdido de si próprio– enquanto são empurrados para os pontos mais longínquos de confusão e medo mas também para as profundezas das relações e do amor. Filmado em três continentes e em quatro línguas, este fascinante e emotivo filme entrelaça os lados mais pessoais com aspectos políticos mais intensos – o aclamado realizador Alejandro González Iñárritu (21 Gramas, Amor Cão) explora com um realismo esmagador a natureza das fronteiras que parecem separar a humanidade. Ao fazê-lo, ele invoca o conceito antigo de “Babel” e questiona as suas implicações nos tempos modernos: identidades incompreendidas, interpretações erradas e oportunidades perdidas de comunicação que, muitas vezes passam despercebidas, movem as vidas contemporâneas. Brad Pitt, Cate Blanchett, Gael Garcia Bernal, Kôji Yakusho, Adriana Barraza e Rinko Kikuchi fazem parte de um conjunto de actores internacionais que juntamente com actores não-profissionais vindos de Marrocos, Tijuana e Tokyo enriquecem a conquista de BABEL no que diz respeito à diversidade cultural e valorizam as observações intensas sobre as ligações culturais e fronteiras.
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