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O cinema sul coreano é, nos dias de hoje, dos únicos a nível mundial a fazer do terror gótico um estilo apetecível. Vindo de um realizador multi premiado no Fantasporto, já em “The Quiet Family” (1998), Kim Jee-woon parodeava “A Família Addams” mas aqui as brincadeiras são muito sérias, num desafio constante aos nervos dos espectadores. Uma família, aparentemente normal esconde terríveis segredos. A madrasta, Eun-Joo, dá as boas vindas às enteadas, Su-mi e Su-yeon, que acabam de regressar a casa depois de uma curta estadia numa instituição psiquiátrica. A irmã mais velha, Su-mi, evita até o olhar com a madrasta, enquanto Su-yeon, a irmã mais nova, mostra muito medo até de ser tocada por Eun-Joo. Mas a vida naquela casa não vai ser fácil. Na manhã a seguir à chegada, uma das irmãs vê o fantasma de sua mãe, enforcando-se no quarto da pequena Su-yeon. Desde esse dia começam a acontecer coisas estranhas no seio daquela família. Uma alma penada passeia-se pela casa e os adorados pássaros da madrasta aparecem mortos. Eun-Joo culpa a irmã mais velha e, por isso, fecha-a num armário. O domínio da madrasta parece total.
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