Passado um ano de um trágico e horrendo acidente, seis amigas voltam a encontrar-se para a sua viagem anual, desta vez para uma parte remota das montanhas Apalaches.
Já bem dentro da caverna, dá-se o desastre e uma rocha cai, bloqueando o caminho de volta à superfície. As raparigas descobrem que a líder da exposição, a imprudente Juno, as levou a uma gruta inexplorada, de onde ninguém as virá salvar.
O grupo separa-se e põe-se a caminho na esperança de encontrar uma saída.
Mas, existe mais qualquer coisa a observar debaixo da Terra (uma raça de monstros humanóides, que estão adaptados perfeitamente à vida na escuridão). À medida que as amigas percebem que são elas as presas, libertam o seu instinto mais primordial numa guerra contra um horror inexplicável – que ataca sem aviso, de novo e de novo e de novo…
Só resta saber quem tem os recursos para regressar à superfície.
“Um ataque de pânico brilhantemente construído… Fantástico… super assustador…” Alan Jones- Starburst
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“Terror absoluto… arrojado e brilhante” Total film

    
Aqui está o melhor filme, no género, do ano a estrear em Portugal.
Depois de “Dog Sooldiers”, Neil Marshall, apresenta-nos de novo um filme com um enredo simples, mas que resulta na perfeição. Uma história com seis mulheres viciadas em adrenalina, que vão explorar uma gruta, na esperança de fazer uma amiga esquecer uma tragédia pessoal que lhe aconteceu um ano antes. Mas o terror toma conta, uma vez lá em baixo.
Todos os elementos perturbadores do ser humano mais “normal” estão presentes, a escuridão, os espaços apertados, água, ou líquidos piores e bem mais nojentos, mas acima de tudo é o facto de existir predadores lá em baixo que nos faz saltar da cadeira.
Um filme magistral no seu estilo, com um ambiente tão intenso que nos deixa sem folgo, onde está sempre a acontecer algo, o que faz com que a história esteja sempre a evoluir e não se perca pelo caminho com sub histórias. A personagem atingida pela tragédia, sente-se sempre acompanhada pelos seus “demónios” pessoais, mas muito bem interpretada por Shauna Macdonald.
No entanto a personagem mais intrigante é a de Juno (Natalie Mendoza), que sendo amiga das suas colegas, revela uma falta de responsabilidade que leva a história a um desfecho trágico, mas o que mais impressiona nesta personagem é a sua bivalência, levando-nos a adora-la e a detesta-la, por vezes.
Este filme recorda muito “Aliens”, onde os acontecimentos podem ser previsíveis, mas no entanto, tornam-se sempre imprevisíveis e assustadores.
Num ambiente sempre, ou quase sempre, muito escuros, onde os truques de luz nos enganam e nos aterrorizam ainda mais. Os efeitos sonoros, são ainda melhores, fazendo com que os mais primários dos medos sejam revelados bem dentro de nós.
“ A Descida” é sem duvida um dos melhores filmes do ano e os nossos sentimentos e sentidos mais primários saem da sala bem “afinados”.
Pedro de Pena

Não há duvida que este é um dos melhores filmes de suspense/terror que já vi!
Achei formidável o desempenho das actrizes, a cor, a montagem, o guião, TUDO!
Quem vai ver o filme a pensar que é mais um dos filmes tipicos de terror para adolescentes, que se engane! tudo neste filme é possível e têm lógica o que torna o filme ainda mais real!
Eu acredito que era completamente possível haver uma espécie de humano que se tornou completamente adaptado a habitar no escuro, tratando a evolução de os tornar cegos pois não precisariam de ver. Por outro lado, os sustos que o filme prega são mesmo daqueles que nos fazem saltar da cadeira e, no meu caso, fez com que passasse metade do filme com a mão a tapar os olhos. E os sustos piores não são só pregados pelas criaturas que habitam a gruta, mas sim, pelos tuneis fechados, pelos ruídos, pelo desespero das actrizes, pela escuridão...
Um filme a não perder para quem gosta de viver emoções fortes, mesmo que seja sentado na cadeira!
Rita Calado


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