Joe Connor foi exercer a sua profissão de professor para o Ruanda, por acreditar que podia fazer a diferença.
Quando a sua escola se torna um refúgio para milhares de ruandeses a fugir do genocídio, Joe promete à sua aluna mais brilhante, Marie, que os soldados das Nações Unidas a protegerão das milícias extremistas, sedentas de sangue, que se encontram no exterior da escola.
Mas quando as Nações Unidas abandonam os refugiados, Joe e o responsável da escola, o Padre Christopher, enfrentam um terrível dilema: fugir ou manter-se fiéis aos ruandeses.
Quando os tanques das Nações Unidas forçam o caminho por entre os refugiados, Joe olha para a face banhada de lágrimas de Marie: o que deve fazer, pergunta-se ele?
O que faria você?
O que aconteceu no Ruanda em 1994 não pode ser apagado da nossa memória.
Como grande parte do continente africano, o país sofreu de uma terrível herança colonial. Foi o ocidente que dividiu as pessoas em etnias, colocando os Hutu contra os Tutsi e apoiando o governo extremista Hutu. Quando este pôs em marcha o seu terrível plano para exterminar os Tutsi, as Nações Unidas, no terreno para implementar um frágil acordo de paz entre as duas partes, assistiram à carnificina sem manifestar qualquer capacidade de intervenção.
Mas o filme de Michael Caton-Jones não é apenas sobre o Ruanda, ou sobre África. É sobre todos nós, enquanto seres humanos – sobre as nossas vidas e as nossas escolhas.
Este filme poderia ser sobre Darfur, Dachau ou o Kosovo. Não é sobre brancos e negros, mas sobre as escolhas que fazemos, quando somos livres para as fazer…
Um filme de Michael Caton-Jones (“O Chacal”). Baseado num argumento de David Wolstencroft, segundo história de Richard Alwyn e David Belton. Com John Hurt (“Homem Elefante”), Hugh Darcy (“Rei Artur”) e a estreante Claire-Hope Ashitey.


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