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Lançado inicialmente em 1975, “Profissão: Repórter” é, dito de forma simples, uma história de suspense sobre um homem que tenta fugir à sua própria vida. Este filme é o retrato de um jornalista esgotado interpretado por Jack Nicholson cuja salvação é a troca de identidade com um homem morto. O filme foi filmado no exterior e leva Nicholson a uma incrível viagem por África, Espanha, Alemanha e Inglaterra. No entanto, tal como em todos os trabalhos de Antonioni, há uma outra dimensão. Assistimos do princípio ao fim a um estudo da integridade da condição humana. A sina do protagonista reflecte os pensamentos privados de cada indivíduo sobre o destino verdadeiro ou imaginado. O clímax do filme, por si só, a sequência final que dura sete minutos e que levou onze dias a filmar, é uma síntese do filme e um tributo à arte do realizador. Antonioni, ao falar sobre o seu filme, diz: “eu considero “Profissão: Repórter” como o meu filme estilisticamente mais maduro. Também o considero um filme político pois é um filme recorrente e foca a integração dramática do indivíduo na sociedade actual.” “Profissão: Repórter” reuniu na tela duas das personagens mais excitantes do cinema, Jack Nicholson e Maria Schneider que se tornou uma estrela do dia para a noite ao lado de Marlon Brando em “O Último Tango em Paris”. “Profissão: Repórter” baseia-se numa história original de Mark Peploe e foi filmado a partir de um argumento de Peploe, Peter Wollen e Antonioni.
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