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Há filmes que marcam um antes e depois na memória colectiva de um país, e DIAS DE GLÓRIA (Indigènes) é uma dessas raras pérolas. Drama bélico, co-produção de França, Marrocos, Algéria e Bélgica, dirigido por Rachid Bouchareb, o filme é protagonizado entre outros por Jamel Debbouze, actor francês visto em êxitos como “O Fabuloso Destino de Amélie” e “Astérix e Obélix: Missão Cleópatra”. DIAS DE GLÓRIA é um filme de guerra inovador, abordando o tema social de sacrifício de nativos das colónias francesas durante a II Guerra Mundial. No filme, vemos como quatro argelinos muçulmanos que se apresentam como voluntários ao exército francês, lutaram nos campos de batalha de África e Europa, onde além de enfrentarem os nazis, deverão sofrer a intolerância e o racismo de seus companheiros, seus superiores e seus supostos aliados. O filme toca em pontos politicamente incómodos, relatando uma história oculta durante décadas, de como o exército francês recrutou a jovens nativos e os utilizou como “carne para canhão”. O impacto em França foi tal que o presidente da República, Jacques Chirac, depois de uma projecção privada de DIAS DE GLÓRIA, decidiu junto ao primeiro-ministro Dominique de Villepin promover uma mudança na política francesa com respeito aos ex-combatentes africanos. DIAS DE GLÓRIA é um filme reivindicativo, emocionante, e de alta qualidade, como demonstra sua passagem pelo FESTIVAL DE CANNES 2006, onde obteve a maior ovação da competição, levando o Prémio de Melhor Interpretação Masculina (colectivo ao conjunto de intérpretes) e o Prémio aos Valores Humanos.
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