ENQUANTO AÍ ESTIVERES...

 

 

Data de estreia: 01/12/2005
Título original: Just like Heaven
Realização: Mark Waters
Actores: Reese Witherspoon, Mark Ruffalo, Donal Logue, Dina Spybey
Argumento: Peter Tolan, Leslie Dixon
Produção: Veronica Brooks, David B. Householte
Género: Comédia/Romance
Duração: 95 min.
País: EUA

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Quando David (Mark Ruffalo) aluga um encantador apartamento em São Francisco, a última coisa que espera – ou deseja – é companhia. Mas, mal se começa a instalar surge uma persistente jovem, Elizabeth (Reese Witherspoon), que reclama de forma peremptória ser ela a proprietária do apartamento.

David assume ter havido um enorme mal entendido... até Elizabeth desaparecer de forma tão misteriosa quanto tinha aparecido.
Mudar as fechaduras não detém Elizabeth, que aparece e desaparece – maioritariamente para repreender David pela forma como gere o apartamento...

Convencido que se trata de um fantasma, David tenta ajudá-la a passar para “o outro lado”. Mas, embora Elizabeth se aperceba que se encontra num estado algo etéreo – consegue atravessar paredes… - está igualmente convencida que, de algum modo, se encontra ainda viva e não vai passar para lado nenhum.

À medida que Elizabeth e David procuram a verdade sobre a situação desta e o porquê de se encontrar no actual estado, a sua relação transforma-se em amor.

Infelizmente eles não têm muito tempo juntos, antes dos seus projectos para um futuro em conjunto se dissiparem...

 

Reese Witherspoon é a nossa morta de serviço, neste filme baseado num romance do autor Francês Marc Levy, nascido em 1961. A obra tem como título original “E se fosse verdade…”, mas na versão para o grande ecrã dá pelo título de “Enquanto estiveres ai…”.
É um filme com uma história já muito vista por quem mais vai ao cinema, mas mesmo assim não deixa de ser um filme que surpreende no fim.
O argumento é mesmo o melhor deste filme, super divertido, onde o sorriso na cara é difícil de conter. Com diálogos credíveis, mesmo no meio da fantasia que os envolvem. Podem, mais uma vez, verificar a versatilidade de Mark Ruffalo, que tanto faz um papel de polícia durão como um papel romântico e cómico, de uma forma incrivelmente credível.
Reese Witherspoon volta às comédias, depois de “Vanity Fair”, mas volta com um ar mais adulto, fazendo-nos esquecer o seu ar teen.
Apesar de ser um filme com uma história muito vista, mortos a falarem com vivos e cheio de romantismo, que pode ser óbvio de mais, está muito bem estruturado, com um falso final antes do final que este género já nos habituou.
Realizado por Mark Waters (“Giras e Terríveis”), aparece uma obra para quem se quer sentar, divertir um pouco, com uma risada a cada instante.

Um filme, mesmo assim com algumas surpresas, pois não existe aquela depressão antes do grande amor, mas uma boa disposição, com momentos de partilha por parte das personagens. Sejam elas vivas ou mortas. No fundo o amor já lá está e só tem de ser descoberto, tal como este filme…

Pedro de Pena