IDENTIDADE KUBRICK

 

 

Data de estreia: 16/03/2006
Título original: Colour me Kubrick
Realização: Brian W. Cook
Actores: John Malkovich
Argumento: Anthony Frewin
Produção: Brian W. Cook, Michael Fitzgerald
Género: Comédia
Duração: 86 min.
País: Reino Unido | França

SITE OFICIAL | TRAILER | IMAGENS | ENVIAR CRITICA

 

Durante alguns meses, Alan Conway (JOHN MALKOVICH), um perfeito estranho, faz-se passar por um dos grandes realizadores de todos os tempos, Stanley Kubrik.

Conway não conhece nada nem do cineasta nem dos filmes, mas isso não o impediu de usar e abusar da ingenuidade daqueles que julgavam estar junto do realizador tão mítico como discreto.

Hilariante, patético, inacreditável e portanto autêntico, aqui está a fascinante história do impostor, do génio e da celebridade….

 

A história de um vigarista que vive, fazendo-se passar pelo falecido realizador Stanley Kubrick. Parece estranho, mas este filme é baseado em factos reais, com muita loucura à mistura.

Um filme realizado por Brian Cook, antigo assistente de realização do próprio Kubrick, em filmes como "Shining", "De olhos bem fechados", e em "Barry Lyndon", mas nem por isso este filme é brilhante. Pelo contrário, é um filme muito inesperado, com uma personagem que nada tem a ver com Kubrick, mas com cenas que nos fazem recordar algumas das obras-primas de Kubrick. Sendo o exemplo mais obvio o inicio do filme, com uma ideia de "Laranja Mecânica", muito divertida e muito bem acompanhado este inicio, pela música de G.Rossini.

Enfim um filme com algumas referências ao trabalho de Kubrick, mas nada mais que isso. A história apoia-se neste burlão, alcoólico e gay, demonstrando ainda mais o ridículo da situação, o que lhe confere alguma piada.

Mas é um filme que deixa o espectador um pouco exausto de tanto ver Malkovich, levar o filme às costas.

Com uma realização muito simples e uns cenários tipicamente britânicos. Passando por uma montagem com nada a apontar de bom ou de mau, este filme pode ser uma opção, mas não é um grande filme esta primeira realização de Brian Cook, mas esperamos por algo melhor no futuro. Mais um filme produzido por Luc Besson, a dar razão aos seus “adorados” críticos, com mais uma produção de pouca qualidade para ser mais do que pode ser. Mesmo assim venceu um Golden Hitchcock.

Para os fãs de Kubrick que entenderão melhor os poucos gags do filme.

Pedro de Pena